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Por | 03/09/2018 às 15:00:00

Museu Nacional e a perda para todo o país.

Museu Nacional e a perda para todo o país.
A mais antiga instituição científica do país e um dos maiores museus de história natural das Américas, o Museu Nacional, perdeu grande parte do seu acervo durante um incêndio na noite de ontem. A perda de valor histórico é incalculável.

 

Maior centro de estudos científicos do Brasil, o Museu Nacional, atualmente administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, é um importante espaço de pesquisa e promoção da ciência e da história nacional e internacional.

 

HISTÓRIA DO MUSEU

Criado em 1818 por Dom João VI, inicialmente o prédio servia para sua moradia. Após ele, moraram ali Dom Pedro I e Dom Pedro II, quando o local ainda era chamado de Paço Imperial de São Cristóvão.


Museu Nacional

Entre 1889 e 1891, o Paço Imperial passou a ser sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana, marcando o novo regime no Brasil. Além disso, foi no prédio do Museu Nacional que a carta de independência do Brasil foi assinada pela Imperatriz Leopoldina, no dia 02 de setembro de 1822, exatamente o mesmo dia do incêndio, mas 196 anos antes.

Dom Pedro II e a Imperatriz Leopoldina, além de renomados pesquisadores europeus, contribuíram com o acervo do museu, que contava com mais de 20 milhões de artigos, entre livros, meteoritos, pedras, artefatos históricos e fósseis humanos e animais.

Somente a partir de 1892 a construção passou a abrigar o Museu Nacional, medida tomada para apagar a marca da monarquia, afinal, o prédio havia sido por muito tempo morada de monarcas e representava fortemente esse período.

 

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Na noite do dia 02 de setembro, um incêndio se alastrou pelo prédio histórico do museu, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN – em 1938. O museu vinha informando há algum tempo a falta de investimentos para a recuperação e melhorias em sua estrutura. O incêndio, infelizmente, foi a prova de que o país precisa investir mais em pesquisa, história e ciência.

Nesse incêndio acredita-se que a maior parte dos artefatos contidos no museu foi queimada.

Entre eles, o fóssil mais antigo do Brasil, com mais de 11 mil anos, nomeado Luzia, e sua reconstituição facial.

 

Luzia

Pouco se sabe sobre o que se manteve conservado, mas um dos mais importantes objetos do acervo, o Meteorito de Bendegó, não foi atingido. Segundo especialistas, ele aguenta uma temperatura de até 10 mil graus centígrados.

 Meteorito de Bendegó

A Klas Viagens, assim como todos os brasileiros, se solidariza com esse triste acontecimento para a ciência e história do nosso país. Também somos do estado do Rio de Janeiro e para nós é muito triste tanta história e pontos de partida para novas pesquisas e descobertas se perderem dessa forma. São mais de 200 anos da estrutura do prédio e milhares de anos em artefatos da América Latina, África, Europa e até do Ártico.

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